Autor: Redação JL
Os hospitais de Limeira ainda não realizaram nenhuma captação de órgãos para doação neste ano. Na Santa Casa, duas pessoas se tornaram doadores potenciais, mas as famílias não autorizaram a doação. A cidade vai na contramão do País na questão dos transplantes. Dados do Ministério da Saúde, divulgados anteontem, mostram um aumento de 24,3% nos transplantes no Brasil no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2008.
O quadro em Limeira preocupa. Os números na cidade são considerados baixos pelo coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Limeira, o médico Claudiney Lotufo, que, ainda assim, vê 2009 como atípico, já que ao longo dos anos a população tem se tornado mais consciente sobre a doação de órgãos.
Nesta última semana,a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) lançou uma campanha que visa incentivar o diálogo entre familiares e amigos sobre a doação de órgãos. A ABTO informou que cerca de 60 mil pessoas aguardam na fila por doadores. Segundo a Santa Casa, a fila é única e nacional e o hospital é capacitado a realizar a captação dos órgãos dos pacientes com morte cerebral e em condições clínicas.
O coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas (HC) de Campinas, Luiz Antônio da Costa Sardinha, disse que a maioria dos casos que precisam de doação é em decorrência de problemas renais. "Há 13,3 mil pessoas no Estado de São Paulo aguardando por um rim", afirmou.
A equipe do HC é responsável pela captação dos órgãos nas cidades de toda a região. "Quando há um potencial doador em alguma das cidades da região, somos notificados, realizamos exames para diagnosticar a morte encefálica e contatamos a família sobre a viabilidade", relatou.
Segundo Sardinha, o quadro de doadores melhorou bastante nos últimos anos. "Neste primeiro semestre, a recusa por parte da família para a doação aconteceu em apenas 25% dos casos, enquanto que em 2006, por exemplo, aconteceu em 60%", comentou.
Lotufo relatou que na cidade já houve, anteriormente, até três captações ao ano. "Não termos realizado nenhuma captação é preocupante, pois está abaixo do esperado, mas acredito que seja uma infeliz coincidência, pois o quadro havia melhorado", afirmou.
Em 2008 houve apenas uma captação, enquanto 2009 segue sem nenhum doador. O médico disse que, em geral, os doadores são jovens, com média de 20 a 25 anos, uma vez que a morte encefálica acontece por traumas cranianos causados por acidentes no trânsito, quedas ou tiro.
"Por serem vítimas jovens, as famílias não querem aceitar a retirada dos órgãos, acreditando que há esperança do paciente voltar a viver", comentou. Segundo o médico, o ideal é que todos conversem sobre o assunto com familiares, deixando claro a vontade de ser doador. "Precisamos estar em campanha constantemente para divulgar a importância da doação de órgãos", disse.
CAMPANHA
Segundo a ABTO, o País ainda tem um grande desafio pela frente, já que o número de doadores é significativamente menor que a necessidade. Para isto, a associação lançou uma campanha que tem o objetivo de incentivar a doação por meio da conscientização da população.
A campanha marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, que ocorre hoje e pretende desmistificar, informar e conscientizar.
O guia "Orientações sobre doação de órgãos", produzido pelo Grupo Estado, em parceria com a ABTO, também faz parte da campanha. O conteúdo está disponível para download no site www.abto.org.br/estendaamao .
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No Brasil, transplantes crescem 24,3%
Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o País, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. Entre janeiro e junho de 2009, foram feitos 2.099 transplantes de órgãos. Em 2008, no mesmo período, foram 1.688. Nesse mesmo intervalo, houve crescimento nacional da quantidade de transplantes de rim de 30,28%. O transplante de fígado aumentou 23,17%.
"De 2004 a 2008, dobramos o nosso gasto com transplantes, mas, além de recursos materiais, precisamos do bem mais valioso e mais escasso, que são os órgãos doados. Por isso, reforçamos a necessidade da população se engajar na campanha, não somente autorizando a doação, mas também exercendo seu direito de informação e decisão sobre este assunto perante a morte de um familiar", afirma Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Muitas vidas têm sido salvas a cada ano no Brasil. No entanto, ainda há muito há ser feito. O balanço de transplantes de córneas, que não está incluso no de órgãos, mostrou leve queda de 2,33% no primeiro semestre de 2009 frente ao mesmo período de 2009. Os transplantes de coração caíram 2,04% e o de pulmão, 15,38%.
"Quanto mais tardia a constatação da morte encefálica, mais complicado é o aproveitamento de todos os órgãos, mas sabemos que coração e pulmão acabam sendo os mais prejudicados pela demora no diagnóstico", afirma Rosana.
Estatísticas internacionais estimam que a chance de utilização dos órgãos de cada doador é em torno de 70% a 80% para os rins e fígado; de 20% para o coração e de 15% para os pulmões.
ESPERA
A lista de espera por um transplante no Brasil diminuiu 1% entre dezembro de 2008 e julho deste ano, quando 63,8 mil pessoas aguardavam por um transplante no País. No fim do ano passado, era de 64,4 mil pessoas.
Fonte: Redação
O POVO PRECISA SE CONCIENTIZAR SOBRE A DOAÇÃO DE ORGÃOS... TEMOS EM SP UM MENINO DE LIMEIRA QUE ESTA EM PRIMEIRO NA FILA DO TRANPLANTE DE CORAÇÃO A FAMILIA SE MUDOU PRA SP A POUCAS SEMANAS PRA FICAR MAIS PERTO DO HOSPITAL DANTE PAZANESE POIS A QUALQUER MOMENTO PODE CHEGAR O CORAÇÃO PRA ELE...
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