Limeira tem segunda morte por gripe A

11/08/2009 - 00:00

Autor: Paula Martins


Limeira registrou anteontem a segunda morte por Influenza A (H1N1) - a gripe suína. A informação consta no 10ª boletim divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde. Trata-se de uma mulher, de 28 anos, que estava internada desde o dia 1º de agosto na Santa Casa e faleceu anteontem.


O Jornal de Limeira apurou com amigos da paciente que ela foi internada, a princípio, com uma forte pneumonia, que se agravou com o tempo.


A primeira morte por causa da gripe A foi registrada na cidade no dia 1º. A vítima - uma jovem, de 26 anos - estava internada no Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, pois fazia tratamento de outras doenças.


Desde a primeira suspeita, são 67 notificações de gripe suína na cidade. De acordo com o último boletim, até o dia 9, cinco pacientes tiveram resultados positivos para a gripe A (todos curados e fora de risco de transmissão).


Atualmente, são 20 pacientes internados com suspeita da doença e três suspeitos monitorados em casa. Ao todo, 25 pacientes foram monitorados - e já receberam alta - e 12 tiveram resultados negativos para a Influenza A (H1N1).


REGIÃO


Na região de Limeira, são 22 as mortes causadas pela gripe suína. Ontem, também foi confirmado um caso em Americana, o primeiro do município vizinho - um homem, de 38 anos, internado no dia 2 e que faleceu após dois dias - e outro em Valinhos, que já registra três óbitos. A última vítima foi uma mulher, de 33 anos, que estava internada há 20 dias.


Outros óbitos ocorreram em Campinas, oito no total; Sumaré, dois; Mogi Guaçu, Cosmópolis, Amparo, Indaiatuba, Nova Odessa, Mogi Mirim e Santa Bárbara d"Oeste, um cada.


Ao todo, 213 pacientes contraíram o vírus na região, 121 deles em Campinas.


O Estado de São Paulo lidera o número de casos fatais. Até a última sexta-feira, foram 69 mortes provocadas pela gripe A. No País, são 198 registros.




Medical adota cuidados com funcionária grávida


As enfermeiras e técnicas gestantes que trabalham no Hospital Medical estão recebendo alguns cuidados especiais devido à gripe A. Segundo a Assessoria de Imprensa do hospital, elas não estão acompanhando pacientes em isolamento de qualquer natureza. Também seguem as orientações da Vigilância Epidemiológica, por meio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), no sentido de observar cuidados de higiene e precauções respiratórias.


Já os profissionais de acolhimento usam máscaras. Uma vez que identifiquem pacientes com quadro gripal, também colocam uma máscara no paciente até que ele seja atendido.


Já o marketing do Hospital Unimed informou que até o momento não há nenhuma medida específica quanto às funcionárias gestantes em relação à gripe suína. "Tudo caminha na normalidade", afirma a nota.


Os hospitais Santa Casa e Humanitária foram procurados para falar sobre os procedimentos preventivos adotados às suas funcionárias gestantes, mas não houve resposta.


 


Shopping adota prevenção; Patrulheiro adia aulas


Preocupado com a Influenza A (H1N1), a gripe suína, o Center Plaza Shopping adotou algumas medidas preventivas.


De acordo com a assessora do shopping, Cinthia Lagranha, álcool em gel foi colocado nos banheiros para mais higienização das mãos. Além disso, eles também serão instalados em breve na praça de alimentação.


Alguns cartazes com orientações e cuidados também serão colocados nos corredores do shopping.


Cinthia afirma que, por dia, passam de 12 a 15 mil pessoas no local, porém, mesmo com os casos de gripe, os frequentadores continuam passeando pelo shopping. "Não há motivos para as pessoas deixarem de ir ao Center Plaza", fala.


PATRULHEIRO


As aulas do curso de qualificação profissional em técnicas administrativas do CAMPL (Centro de Aprendizado Metódico e Prático de Limeira) estão suspensas, desde ontem, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pela diretoria da entidade por causa da confirmação dos casos do vírus Influenza A no município.


Escolas decidem se cumprem 200 dias letivos


Uma decisão do Conselho Estadual de Educação de São Paulo deixa a cargo das escolas a reorganização do calendário escolar em decorrência da suspensão das aulas para evitar a transmissão do vírus Influenza A (H1N1) entre os alunos.


O despacho, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de sábado, diz que os colégios paulistas públicos ou particulares não terão que cumprir "contabilmente" os 200 dias letivos previstos na Lei de Diretrizes e Bases.


Segundo o conselho, "no caso desta situação emergencial", as escolas devem "reprogramar as atividades escolares de forma a assegurar que os objetivos educacionais propostos possam ser alcançados, sem que contabilmente as atividades sejam distribuídas pelo mesmo número de dias previstos no calendário original".


Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse desconhecer a decisão, mas afirmou que o Conselho Nacional de Educação (CNE) será consultado.


"A recomendação do Ministério da Educação é a ampliação do calendário, se necessário, para que os alunos tenham o direito aos 200 dias letivos assegurados", afirmou.


 



 

Fonte: Redação JL


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